Mata Atlântica

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Animais abril 11, 2008

 

Poucos lugares na Terra abrigam tantas formas de vida como a Mata Atlântica brasileira. Milhares de espécies de animais muitos deles ainda nem descritos pela Ciência, vivem nas encostas das montanhas, nos rios, nos mangues, nas restingas, nas ilhas, nas cavernas, nos campos de altitude e nos outros ambientes que formam a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados. É tanta riqueza de vida que a Mata Atlântica brasileira é apontada como um dos mais importantes refúgios da biodiversidade em todo o planeta e declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, um Patrimônio da Humanidade.

Veja alguns animais existentes na Mata Atlântica :

Mico-leão-dourado


 

Vive em grupos familiares formados, em média, por seis indivíduos, mas pode variar desde dois até 14 indivíduos

O mico adulto pesa entre 550 a 600 gramas e mede cerca de 60 cm da cabeça até a ponta da cauda.

Não há qualquer diferença de cor de pelo ou tamanho entre o macho e a fêmea da espécie

Na natureza vivem em média, oito anos, mas podem chegar até 10 – 12 anos

Podem reproduzir uma ou duas vezes por ano (setembro a novembro – janeiro a març o), com gestação de 120 dias e normalmente produzem dois filhotes gêmeos.

Alimentam-se de frutos silvestres, insetos, pequenos vertebrados e, eventualmente, de goma de algumas árvores.

Cada grupo utiliza uma área que varia entre 50 ha a 100 ha que é defendida da entrada de outros grupos de micos.

São animais diurnos e à noite, dormem em  galhos ocos de árvores ou em emaranhados de cipós e bromélias.

Atualmente, resta apenas um único local de preservação deste animal, (infelizmente restam cerca de 1000 no mundo, metade dos quais em cativeiro) a Reserva Biológica Poço das Antas de que representa cerca de 2% do habitat original da espécie.

 

Cachorro-do-mato-vinagre

 

Eles são os menores cães silvestres do Brasil e, embora sejam canídeos, eles possuem um rabo muito curto e o menor número de dentes da família canidae, apenas 38. Apresenta hábitos preferencialmente diurnos recolhendo-se a tocas, tocos de árvores ou buracos que eles mesmos escavam.

São os mais sociais dos canídeos do Brasil, podendo reunir-se em matilhas de 4 a 10 indivíduos. Mantidos juntos pais e filhos, mesmo em cativeiro, somente a fêmea principal se reproduz. São caçadores e caçam em família.

Atualmente, no Brasil, pode ser encontrado em florestas de mata atlântica, como no Parque Estadual Intervales-SP, em campos úmidos no cerrado, como no Parque Nacional das Emas-GO e no Pantanal.

Tucano-do-bico-preto

 O tucano-de-bico-preto ou tucano-de peito-amarelo (Ramphastos vitellinus) é uma ave da ordem Piciformes, da família Ramphastidae.

Seu habitat são as florestas tropicais e pode ser encontrado em toda faixa litorânea que vai do Pará a Santa Catarina. Sua cor geral é preta, com a garganta e peito de cor amarelo gema de ovo e distingue-se dos demais tucanos, por possuir bico negro, mas na base apresenta uma zona amarela pálida. Pode medir cerca de 45 cm, tendo 12 cm de bico e seus dedos são providos de unhas longas e curvas, as asas são curtas e a língua comprida e fina.

A fêmea pode colocar 2 a 4 ovos e a incubação dura cerca de 18 dias. Sua alimentação baseia-se em pequenos animais e frutas.

Apesar do tamanho, seu bico é extremamente leve. Seu vôo não é longo e é feito em linha sinuosa. Gosta de banhar-se na folhagem molhada pela chuva. Para dormir eleva a cauda, com ela cobrindo a cabeça, a qual é mantida virada para as costas, mantendo o bico oculto. Vive em bandos de quatro a dez indivíduos. Seu ninho é feito em ocos de árvores. É freqüentemente vítima de sua própria curiosidade, sendo facilmente atraído com assobios pelos traficantes de animais.

A preservação desta espécie é o maior interesse, pois estão entre os mais peculiares elementos da avifauna de nosso país. O Ramphastus vitellinus pintoi é considerado extinto no estado de São Paulo

 

 

 
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